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"CONSTELAÇÃO"

.K. Yamashita ajuda, com este trabalho, a perceber melhor a experiência do stress mecânico e consequentes adaptações fisiológicas.

.os ingredientes utilizados são simples: um painel de madeira pintado de branco, milhares de pregos galvanizados e uma ÚNICA linha preta de costura, enrolada de forma CONTÍNUA.

.para um resultado final, de qualidade, é preciso avaliar (micro/macro) e, intencionalmente, dosear as zonas escuras e as zonas menos escuras ( grau de intensidade total do esforço adequado).

.a performance não é SÓ unir pontos… ou subir degraus… é, também, escolher ficar (permanecer), mudar de direcção ou decidir o grau de deslocamento.

.a musicalidade permite a comunicação e o  :   t  e m   p o      da      t  é   c n   i c       a  :

::: kumiyamashita.com :::

(via nevver)

Alexandre Brás, halterofilista português, executa o movimento do Arranque (com pega estreita) e mostra como se pode trocar o DESLOCAMENTO em linha recta por uma (a sua..) TRAJECTÓRIA mecanicamente mais vantajosa.

Lu Xiaojun (-77kg // 150kg Arranque)

A consistência da técnica utilizada PERMITE a intensidade utilizada.

A diferença está nos resultados obtidos, a partir dos máximos atingidos com qualidade.

Os benefícios de longo-prazo serão maiores, com mais FREQUÊNCIA, para aqueles que foram mais rigorosos com os pormenores da execução do trabalho.

As forças no Histórico do Corpo, serão re-utilizadas em função da QUALIDADE da GRAVAÇÃO, da relação estrutura & função. (VHS vs BLU-RAY).

Próximo WORKSHOP de FORÇA OLÍMPICA @ Centro de Alto Rendimento do Jamor : 23 Março 2013

Arthur Jones (criador do equipamento Nautilus) 

                                  

                          :::::::::::::::::::: os Egípcios tinham a “escola” toda :::::::::::::::::::



..quando falamos de Planos Inclinados, falamos de máquinas “simples”.

..outros exemplos de máquinas simples: alavancas, roldanas, a cunha (caso especial do plano inclinado…),entre outras.

..então, o Plano Inclinado é uma máquina? uma Escada, um Parafuso (plano inclinado em espiral) ou uma Rampa são máquinas?

..uma das justificações para agrupar, dentro da mecânica, o Plano Inclinado dentro das máquinas simples é a não existência de uma força (motriz) interna, da máquina. têm de existir forças externas (Potência vs Resistência) a actuar, para a máquina funcionar.

..estas máquinas simples exigem esforço (externo à máquina, quando aplicamos a nossa força), mas podem oferecer uma coisa maravilhosa: Vantagem Mecânica. Ou seja, conseguimos realizar uma tarefa, com menor quantidade de força.

..ok, e como podemos aproveitar a Vantagem Mecânica oferecida pelos Planos Inclinados?

..a troca baseia-se no princípio da Conservação da Energia: “a Energia não pode ser criada nem destruída” ou ainda, “a Energia Total de um sistema isolado permanece constante”

..disto resulta a seguinte conclusão: a Energia que sai de uma máquina não pode ser maior que a Energia colocada na máquina.

..ou seja, a máquina ideal seria aquela que aproveitaria toda a Energia. mas sabemos que isto não acontece. o corpo humano tem uma eficiência mecânica baixa. aproximadamente 17-25%. quer dizer que para puxarmos 100kg temos de gerar forças muito superiores a 100kg.

..a Energia que produzimos não é aproveitada de forma eficiente (do ponto de vista mecânico), uma parte dessa Energia que produzimos “perde-se”, transforma-se noutros tipos de Energia (calor, por exemplo).

..como aplicar?

..desta perspectiva da Conservação da Energia, o Plano Inclinado estabelece um relação de multiplicação.

..ou seja, uma força pequena pode ser utilizada numa tarefa que exija uma grande quantidade de força.

..mas existe uma limitação.

..para o Trabalho IN (Força x Deslocamento) que “entra” ser igual aoTrabalho OUT (Força x Deslocamento) que “sai”, vai ser preciso negociar aVantagem Mecânica. simplificando: Quem tem mais Distância do seu Lado?

..atenção: para realizar Trabalho utilizamos, apenas, a Força que é exercida na Direcção do Movimento, que gera Deslocamento.


..isto significa que para obtermos Vantagem Mecânica com um Plano Inclinado temos de Manipular a Inclinação, de forma a sairmos do Plano de Acção da Resistência.


                      

Figura - para um percurso de 50cm: subir uma altura de 4 livros(20cm), com menos inclinação (menor esforço), terão de existir dois percursos (50cm) que sobem 2 livros (10cm), logo maior distância percorrida (50cm + 50cm) e, consequente, aumento da duração da viagem. (não alterando a Velocidade do Deslocamento)

 

..quando fazemos isto, a Duração de Aplicação da Força aumenta, contudo a sua Magnitude (Intensidade) é menor, o que nos permite gastar menos Energia numa determinada tarefa mecânica.

..é óbvio que também podemos escolher realizar mais força (em menos distância) de forma a ter mais velocidade. ou seja, podemos querer um exercício onde estejamos em Desvantagem Mecânica, relativamente à força externa (exemplo: roldanas multiplicadoras, optimização força-amplitude das articulações humana…).

..interessa, sobretudo, analisar Linhas de Acção(Deslocamentos): a relação da força que estamos a produzir com a resistência gerada pelas forças externas.

..sabendo isto, não está na altura de aproveitarmos melhor esta “máquina” , o Plano Inclinado, na prescrição de exercício?

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                       ”…básico não é fácil, básico é o essencial necessário…

..a nossa interpretação - do Básico - relaciona-se com o grau de controlo. não o controlo do movimento isolado, mas o controlo da variação das forças que são criadas e modificadas, durante o movimento.
..os movimentos articulares associados a um exercício, com um determinado objectivo, necessitam de forças específicas que actuem durante um período de tempo relevante, dentro de uma amplitude do exercício adequada.
..a construção progressiva de um bom resultado terá de respeitar estas variáveis. estas variáveis terão de respeitar os recursos disponíveis do cliente, a sua disponibilidade motora pré-treino.
..uma adução/abdução do ombro é uma adução/abdução do ombro.
..o movimento é um movimento. e muitos exercícios que prescrevemos são, cinemáticamente falando, o MESMO movimento.
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..vejamos: os movimentos do ombro durante um “press militar” e um “lat pulldown” são, em termos de movimento, muito parecidos, há pouquíssimas diferenças na sua descrição cinemática. aproximadamente, o que existe é a ADD-ABD do ombro num plano frontalizado.
..mas se o movimento é o mesmo, então onde está a diferença entre os exercícios?
..nós achamos que a diferença não está nos movimentos, mas sim nas forças. a escolha selectiva das resistências, a manipulação organizada das linhas de acção das forças, origina um perfil de actividade muscular diferente e próximo dos objectivos propostos por um exercício.
..em conversa com o MD, muitas vezes chegamos a esta conclusão: osAntigos já sabiam disto, empiricamente, claro, mas eles já dominavam estes “pormenores”.
..a determinação do esforço máximo, durante a amplitude estabelecida para um exercício. a variação da posição do corpo, para alcançar “inícios-meios-finais" do exercício mais difíceis. eles alteravam osPerfis, para obterem a resistência pretendida.

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..admiramos estas pessoas que pensam com o Corpo todo!
..que construiam equipamento de treino, baseados na sua experiência do exercício. e que criativos eles eram!
..podemos sempre criticar as fatiotas rídiculas com que eles treinavam, é certo, mas eles sabiam bem o que estavam a procura: eles procuravam a “Resistência Certa”!
..é com esta lógica, que propomos uma nova abordagem.
..propomos exercícios que provoquem um grau de resistência, durante um período de tempo, que optimize a resposta fisiológica específica.
..achamos que a amplitude do exercício, muitas vezes, não deve coincidir com a amplitude articular possível, num determinado movimento.
..deve ser diferente, propomos que as repetições de um determinado exercício tenham um perfil de resistência que permita uma duração útil mecânico-fisiológica / estímulo-resposta.

..exemplo: quando lemos que a Hipertrofia acontece, “preferencialmente”, com execuções repetidas a 70%-85% de 1RM. o quer isto dizer?
..nós sabemos que a resistência do exercício é influenciada por muitas variáveis, mas uma coisa é justo perguntar;
..conseguimos que uma repetição seja feita “só” com uma resistência entre 70%-85%?
..estas percentagens devem ser relativas a 1RM?
..relativas à zona de máximo torque resistente?
..relativas às zonas de máximo torque potente?
..relativas a quê?
                                   
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..e se as execuções de amplitude máxima articular estão a dificultar a progressão do treino, por fugirem da zona onde a resistência provoca maior impacto fisiológico?
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..se os Antigos vissem os nossos movimentos no ginásio, muitos não iriam compreender, porque passamos tanto tempo a fugir do Treino.

                               
                                   o grande Arnold e o grande “Curl Biceps”

..calma!
..a ideia não é dizer se está BEM ou MAL!
..a nossa intenção é, sobretudo, olhar para lá do Movimento e tentar ver as Forças. como variam, quais as consequências?
..que resposta, eficiente, o corpo organizará perante as dificuldades?
..as articulações envolvidas estão preparadas para lidar com o Perfil de Resistência, do exercício em questão?
..e estará durante quanto tempo? 3 repetições? 20?
(RTS/ERA: .é engraçado ver que, independentemente da experiência de treino, quase toda a gente faz “batota” de maneira parecida…para um determinado Perfil de Resistência de um exercício existe uma “batota” comum a todos os corpos??)
..os Corpos fintam a dificuldade do exercício de forma muito inteligente.
..esta semana, com o MD, tentámos decifrar o Pullover:
                               
..sabemos que a FLEXÃO do OMBRO, por razões rítmicas, resgata movimento ao longo da Coluna Vertebral(CV).
..podemos admitir, então, que o aumento intencional da EXTENSÃO da CV, associada por sua vez à FLEXÃO da CF (coxo-femural), permite acomodar com maior segurança a Resistência aplicada ao OMBRO.
                
neste exercício, é comum os corpos negociarem a flexão do ombro juntamente com a extensão da coluna vertebral e a flexão do cotovelo
..digamos que estando o úmero na mesma posição, a extensão da cv (nomeadamente o acentuar da lordose Lombar e Cervical), permite reduzir o grau de flexão do ombro e, desta forma, “afastar a carga do limite-extremo de amplitude articular”.
..reduzindo, desta maneira, um dos potenciais factores de risco associados ao exercício - a coincidência do ponto de maior Torque com um ponto de fraqueza articular (estudar forças articulares).
..com isto, não queremos dizer que se deve evitar exercícios com este Perfil de Resistência.
..queremos, somente, trazer alguma importância ao facto do corpo poder detectar (primeiro que nós!) a falta de controlo activo necessário para executar, com segurança, o movimento e,
..perante a informação que tem, decidir alterar o Perfil da Resistência através da mudança da posição do corpo, relativamente à linha de acção da carga.
                    
                                    Criatividade MuscleMotion / Vector Força

..conseguimos ver isto?
..que desafio mais bonito e profissional, a construção e manipulação de Perfis de Resistência personalizados!
..oferecer desafios adequados à estrutura individual.
..a nossa visão permite a di-visão, a tri-visão e muito mais.
..o Treino da Função Articular, resistido, através de vários exercícios. vários perfis. várias amplitudes. vários tipos de resistência.
                                          ..por que não? como não?..